O LUA coordenou o ‘Ciclo de Oficinas: Repensando o Centro’, em parceria com as arquitetas Rute Nieto Ferreira e Martyna Idasiak, do escritório dinamarquês Gehl Architects, com o objetivo de repensar os espaços públicos do Centro de Florianópolis por meio de um processo de construção coletiva.
As atividades ocorreram entre 30 de outubro e 10 de novembro de 2025, totalizando quatro encontros participativos que reuniram uma centena de pessoas, sendo 27 profissionais da Prefeitura de Florianópolis, 14 integrantes do LUA e 59 representantes de 14 entidades e movimentos: ACIF, CDL, AsBEA-SC, CAU-SC, CREA-SC, IAB-SC, AMOBICI, PROBICI, LABTRANS, ACATE, Floripa Sustentável, Floripamanhã, Sinduscon e Movimento Traços Urbanos, além das empresas convidadas M.URBE, JA8 Arquitetura Viva e Arboran. A intenção, foi unir o conhecimento técnico internacional da Gehl à experiência e sensibilidade das instituições locais parceiras.
O LUA atuou ajudando a traduzir a metodologia da Gehl para o contexto da cidade e promovendo o diálogo com diferentes atores, como poder público, entidades, escolas, comerciantes e moradores do Centro. Esse trabalho permitiu integrar dados, escuta e conhecimento local ao método de análise da vida pública, resultando em diretrizes que dialogam com a identidade da cidade e com a forma como as pessoas realmente usam esses espaços.
O processo fomentou o diálogo e a troca de experiências, visando coletar dados e contribuições práticas para subsidiar os estudos do escritório Gehl Architects. Os participantes foram organizados em cinco grupos temáticos, baseados nas estratégias do masterplan: Mobilidade Sustentável, Espaços Públicos e Resiliência Climática, Bairros Completos e Inclusivos, Projetar para Crianças e Turismo Sazonal. A diversidade de experiências compartilhadas foi fundamental para enriquecer as propostas finais.
“Nós não começamos pelo desenho, mas pelas pessoas. Observamos como a cidade é vivida e ouvimos diferentes grupos para entender que tipo de experiências elas querem ter no dia a dia e como enxergam Florianópolis daqui há algumas décadas. A partir disso, conseguimos transformar dados e percepções em um projeto urbano mais humano, conectado com a realidade e com o futuro da cidade, que tem um potencial gigantesco”, afirmou Rute Nieto Ferreira, da Gehl Architects.
O Gehl, reconhecido internacionalmente por projetos urbanos centrados nas pessoas, utilizou essas contribuições para desenvolver diretrizes voltadas ao ‘triângulo central’ de Florianópolis — uma área estratégica com alto potencial de transformação urbana e intensa concentração de fluxos e atividades.